Definido como o desejo consciente de maltratar outra pessoa, ou colocá-la sob tensão, é considerado uma das formas de violência escolar mais comuns aqui no Brasil e geralmente se utiliza das características do outro (como peso, rendimento escolar, traços físicos, etc.) para justificar ações repetidas, como chutes, socos, empurrões, ameaças, apelidos e exclusão.
Um problema que se não for levado a sério, pode causar graves consequências. As vítimas de bullying podem perder a autoestima, sentir-se envergonhadas e passar a desgostar da escola. Frequentemente cabulam aulas para evitar uma nova agressão. Desenvolvem problemas de concentração e dificuldade de aprendizado.
Nos casos mais graves, as vítimas de bullying sofrem de tensão crescente, um risco mais alto de abuso de drogas e de suicídio. Essas crianças apresentam cinco vezes mais probabilidade de sofrer de depressão do que suas colegas, sendo que as meninas apresentam oito vezes mais chances de serem suicidas. Os agressores também enfrentam problemas: têm maior probabilidade de sofrer de ansiedade e depressão e estão sob risco mais elevado de cometer suicídio e autoflagelação.
O uso da internet (cyber bullying), de celulares e de outras tecnologias digitais para ameaçar ou abusar de crianças significa que agora a intimidação pode ocorrer em qualquer momento quase sem limitação.
Crianças que sofrem de violência familiar têm maior probabilidade de serem intimidadoras e intimidadas. Por culpa e vergonha, a maioria das vítimas não comunica o que está sofrendo. Além disso, poucas vítimas acreditam que suas escolas adotarão uma medida efetiva para melhorar a situação.








